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Internacionalizar música brasileira é meta no Micsul 2016 Internacionalizar música brasileira é meta no Micsul 2016
A 2ª edição do Mercado de Indústrias Culturais do Sul (Micsul), que será realizado de 17 a 20 de outubro, em Bogotá, na Colômbia,... Internacionalizar música brasileira é meta no Micsul 2016
A 2ª edição do Mercado de Indústrias Culturais do Sul (Micsul), que será realizado de 17 a 20 de outubro, em Bogotá, na Colômbia, será uma importante oportunidade para a internacionalização da música brasileira. Dez empreendedores do setor, selecionados via edital pelo Ministério da Cultura (MinC) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), participarão do evento, no qual apresentarão seus produtos e serviços a participantes de outros nove países da América do Sul. No total, o Brasil levará ao evento 60 participantes, de sete setores diferentes.
A produtora cultural Juliana Pandolfo, da Tum Tum Produções, participou por conta própria da primeira edição do Micsul, realizada em 2014 em Mar del Plata, na Argentina. Desta vez, vai com apoio do MinC e da Apex-Brasil. “A gente observou que muitos artistas latino-americanos têm interesse em tocar no Brasil. A partir dos contatos que fizemos, trouxemos duas atrações para cá, uma do Uruguai e outra da Argentina. Em Bogotá, queremos refazer a rede de contatos e criar novos”, informa a produtora, que realiza, entre outros, um festival com duração de oito meses, com um show mensal em Caxias do Sul (RS).
A perspectiva de Otávio Argento, sócio-diretor da Brasuca Produções, de São Paulo, também é fortalecer e ampliar sua rede de contatos durante o Micsul. “É interessante o fato de o evento ser multilinguagem. Eu costumo frequentar as feiras mais centradas em música. Este formato abre os horizontes e é possível abrir novas frentes de negócios”, aponta.
Argento é membro-fundador da Associação Latino Americana de Empresários Musicais (MMF Latam), entidade criada em 2014 que reúne cerca de 70 empresários de música de 17 países da América Latina. “Até pelo o meu trânsito dentro do mercado, participar vai reforçar um movimento que está acontecendo de maior troca entre os países”, completa.
Otávio Argento e Luiza Bittencourt serão dois dos representantes brasileiros do setor de música no Micsul (Fotos: Arquivo pessoal)

Coordenadora de projetos da Ponte Plural (RJ), Luiza Bittencourt – que participa pela primeira vez do evento – afirma ter como objetivo conhecer melhor os programas e projetos de festivais do Brasil e dos países vizinhos. “A gente faz a gestão, em Niterói (RJ), de uma incubadora de redes culturais. Nossa ideia é fazer parcerias para trazer esses gestores para cá e fazer rodadas aqui e promover intercâmbio com artistas brasileiros e estrangeiros”, conta.

Para Marcos Lacerda, diretor do Centro de Música da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e um dos integrantes da comissão que selecionou os empreendedores da área de música, o edital do Micsul fomenta a vanguarda da economia da música. “Estimula aquele segmento que atua na construção de novas formas de produção e difusão da música, em relação estreita com a inovação e a criatividade. Nós precisamos saber avançar também em contato permanente com estes setores, fazendo a mediação institucional”, avalia.
Sobre o Micsul
Criado por iniciativa dos ministérios da Cultura de 10 países sul-americanos (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e destinado a micro e pequenos empreendedores, o Micsul é o principal encontro voltado a mercados culturais e criativos da América do Sul. A próxima edição, em 2018, será realizada no Brasil.
Além de estandes institucionais, estão previstos fóruns de discussão, rodadas de negócios, cafés setoriais, desfiles de moda, showcases de música e artes cênicas e sessões de pitching – nas quais os empreendedores fazem apresentações orais curtas com objetivo de conquistar o interesse do investidor ou cliente.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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