Gazette

Sua referência em notícias culturais

MinC autoriza pagamentos de editais para Indígenas e Redes MinC autoriza pagamentos de editais para Indígenas e Redes
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), emitiu esta semana a ordem para o pagamento de novos... MinC autoriza pagamentos de editais para Indígenas e Redes
O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), emitiu esta semana a ordem para o pagamento de novos contemplados dos Editais de Cultura Indígena e Cultura de Redes – Categoria Local, nos valores de R$ 40 mil e R$ 57 mil, respectivamente.
Das 70 iniciativas do edital de Cultura Indígena, distribuídas em vários estados, 62 já foram pagas, sendo seis nesta última etapa. Entre os projetos premiados, está o Programa de Revitalização da Cultura Kaingang a partir da primeira infância, coordenado pelo coletivo Re Kuju, em Campo do Meio, no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Cacique Daniel, um dos dirigentes, o projeto funciona há aproximadamente um ano e meio com três professores que ministram aulas de cultura Kaigang para 97 crianças, no Distrito de Campo do Meio, localizado a cerca de 50km da cidade de Passo Fundo. O programa inclui o idioma Kaigang, aulas de artesanato e dança, entre outros elementos. “Tínhamos uma necessidade de resgatar nossa cultura tradicional, que aos poucos estava se perdendo. A primeira providência foi retomar o ensino do idioma Kaigang. Obviamente, as crianças das aldeias aprendem o português como primeira língua, mas agora também podem falar o idioma de nossos ancestrais”, afirmou o líder.

Cultura de Redes

Coletivo Artístico As Travestidas, de Fortaleza (CE), é um dos 10 projetos de Cultura de Redes contemplados (Foto: Divulgação)

Com doze anos de existência, o Coletivo Artístico As Travestidas, de Fortaleza (CE), é um dos 10 projetos de Cultura de Redes que foram pagos nesta etapa. Na avaliação de Silvério Pereira, que comanda as atividades, o edital voltado à Redes foi fundamental para a manutenção do grupo. “Os recursos disponibilizados nos permitem seguir trabalhando, nos abre a possibilidade de ter uma sede. Com um espaço físico, podemos ter novas ações e nos dedicarmos mais às pesquisas dos espetáculos que estamos desenvolvendo. Além disso, o edital nos ajuda a assegurar que os 12 integrantes do coletivo possam atuar de forma mais constante”, destacou.

Há duas semanas, o coletivo realizou o Festival As Travestidas, em Fortaleza, no qual foram promovidas atividades durante sete dias. “Nesse festival fizemos uma mostra dos espetáculos que temos, além de debates e uma mesa de discussão sobre gênero e diversidade. Na ocasião, também montamos uma exposição sobre os 12 anos de trabalho do Coletivo”, esclareceu.
Neste momento, o grupo prepara um novo espetáculo, intitulado TransOhno, previsto para estrear em fevereiro de 2017. “Esse trabalho é inspirado na obra do artista japonês Kazuo Ohno, um dos criadores da arte butoh. Nossa apresentação envolverá dança, teatro e arte butoh. O TransOhno foi concebido a partir de uma pesquisa em cima do trabalho desenvolvido por Kazuo Ohno, que fez uma figura travestida durante sua trajetória”, explicou Silvério.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

admin

No comments so far.

Be first to leave comment below.

Your email address will not be published. Required fields are marked *