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Por mais presença de negros no audiovisual brasileiro Por mais presença de negros no audiovisual brasileiro
O protagonismo de afro-brasileiros na produção audiovisual encontra incentivo no Ministério da Cultura (MinC). A política pública cultural busca, de forma afirmativa, reparar números... Por mais presença de negros no audiovisual brasileiro
O protagonismo de afro-brasileiros na produção audiovisual encontra incentivo no Ministério da Cultura (MinC). A política pública cultural busca, de forma afirmativa, reparar números revelados pelo setor. Na pesquisa A Cara do Cinema Nacional: perfil de gênero e cor dos atores, diretores e roteiristas dos filmes brasileiros, publicada pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) em 2014, mostrou que 84% dos filmes nacionais foram dirigidos por homens brancos, entre 2002 a 2014. No mesmo período, apenas 13% foram por negros e nenhum deles, por mulheres negras.
No mês da consciência negra, o MinC mostra o impacto positivo das políticas afirmativas: em 2014, a Secretaria do Audiovisual (SAv) lançou o edital Curta Afirmativo. A iniciativa do ministério apoiou a produção de obras nacionais inéditas dirigidas ou produzidas por negros. O edital premiou 34 obras, sendo 21 curtas-metragens com temática livre e 13 média-metragens sobre a cultura de matriz africana.
Um dos selecionados foi o estudante de artes cênicas Aluísio Januário da Sila, morador do Paranoá, região administrativa do Distrito Federal. O curta do estudante, Ursortudo, conta a história de um negro que foi preso por engano e que, após conquistar liberdade e provar inocência, precisa reconstruir a vida e superar preconceitos. “Ele é preso por engano, mas não é ex-presidiário por engano e com isso carrega todo a estigma da sociedade, a mulher o abandona e ele precisa retomar a vida”, resume Aluísio.
Aluíso se inspirou em um relatório da Organização das Nações Unidas, divulgado em 2014, que mostrava que 55% dos presos do Brasil são provisórios e, desses, cerca de 30 % são presos por engano. “Para mim, o cinema é um instrumento de discussão de temas sociais e uma oportunidade de abrir um diálogo entre comunidade periférica, como a que eu moro, e a produção cinematográfica de qualidade”, disse o agraciado. “A ideia de ampliar esse leque de oportunidade em forma de editais setorizados permite que o nível de concorrência seja igualitário”, opinou Aluísio, sobre a iniciativa do MinC.
Vanessa Goveia Sousa também foi uma das selecionadas. No filme que dirige, Viúva Negra, a história trata de uma mulher negra “poderosa, forte, vingativa e que corre atrás de seus objetivos”. “A iniciativa do MinC é muito importante pra gente conseguir nosso lugar, tanto atrás como na frente das câmeras”, afirma.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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