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Bailarina do Pro Paz é selecionada pela Escola de Teatro Bolshoi Bailarina do Pro Paz é selecionada pela Escola de Teatro Bolshoi
“Plié, fondu, frappé”, dita a instrutora Mariana Vallinoto durante um ensaio para a concentrada Ana Clara Azevedo, 12, bailarina formada na Fundação Pro Paz... Bailarina do Pro Paz é selecionada pela Escola de Teatro Bolshoi

“Plié, fondu, frappé”, dita a instrutora Mariana Vallinoto durante um ensaio para a concentrada Ana Clara Azevedo, 12, bailarina formada na Fundação Pro Paz selecionada pela Escola de Teatro Bolshoi no Brasil. Além dela, outras cinco crianças paraenses foram escolhidas para fazer parte de uma das companhias de balé mais conceituadas do mundo. Todas receberão incentivo do Governo do Pará para desenvolverem aptidões na sede brasileira do Bolshoi, em Joinville (SC), única fora da Rússia.

Os primeiros passos de Ana foram dados no polo Pro Paz do bairro da Sacramenta, em Belém, quando ela tinha 8 anos de idade. “O Pro Paz mudou a minha vida. É a minha segunda casa, porque lá me desenvolvi para alcançar minhas conquistas. Como bailarina profissional, vou poder realizar o meu sonho, que é ajudar meus pais”, diz a menina.

O talento de Ana resultou na conquista de uma bolsa no Studio de Danças por Lucinha Azeredo para se preparar para o teste final em um crivo que contou com três etapas, em julho deste ano. Para ser escolhida, a bailarina precisou ser aprovada em uma seleção que contou com 2,5 mil jovens de todo o país; desse total, 48 tiveram êxito, seis paraenses.

A mãe de Ana, Maria Antônia Costa, 40, conheceu o Pro Paz nas divulgações de matrícula para as oficinas do polo da Sacramenta, onde inscreveu as duas filhas. “A Ana começou pela ginástica rítmica, mas perceberam que ela tinha talento como bailarina, então a trouxeram para a companhia para que aprimorasse o talento. Ela é dedicada, e isso me orgulha. O Pro Paz foi fundamental para o crescimento dela”, lembra.

“O Pro Paz transforma a vida das pessoas por meio do esporte e da arte. A Ana alcança conquistas por meio do seu esforço próprio, com auxílio da família e apoiada pela fundação. Isso serve de exemplo para as pessoas, que passam a entender que a inclusão social, dedicação e disciplina são essenciais para a formação de um ambiente favorável para todos nós”, diz o presidente do Pro Paz, Jorge Bittencourt, que destaca a atuação gratuita dos serviços da fundação para toda a população em seis polos na região metropolitana de Belém.

Apoio – O Pro Paz vai apoiar as famílias das seis bailarinas aprovadas durante a mudança de Belém para Joinville com o fornecimento de passagens aéreas, além de outras medidas que visam a habituação sem transtornos. A Escola de Teatro Bolshoi no Brasil define que todos os candidatos aprovados receberão bolsa de estudos e benefícios. A manutenção da bolsa será de acordo com o rendimento escolar e do curso de dança, que dura oito anos. As despesas de moradia, alimentação e matrícula no curso de ensino regular são de responsabilidade dos aprovados, bem como todas as despesas pessoais que envolvam a rotina deste aluno.

Uma das famílias que serão auxiliadas é a da bailarina Tayssa de Sousa, 11, que começou a dançar balé aos 6 anos de idade. “Vamos precisar nos mudar por causa da minha aprovação. Tudo vai ser novo nas nossas vidas. Esse apoio veio no momento certo”, diz. Wânia de Sousa, 32, mãe de Tayssa, conta que o auxílio do governo será fundamental para que ela e o marido, Valdeneide de Sousa, concentrem-se no futuro da filha. ‘’Meu marido não poderá nos acompanhar, então isso vai nos atrapalhar. Com esse apoio vai ser menos difícil. Apesar dos pesares, estamos muito contentes pela conquista da nossa filha e por receber esse apoio’’.

Por Sérgio Moraes

Fonte: Agência Pará

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