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Desenvolvedores de games elogiam edital da Ancine Desenvolvedores de games elogiam edital da Ancine
O lançamento do primeiro edital voltado ao investimento na produção de jogos eletrônicos, anunciado nessa segunda-feira (5) pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), trouxe... Desenvolvedores de games elogiam edital da Ancine
O lançamento do primeiro edital voltado ao investimento na produção de jogos eletrônicos, anunciado nessa segunda-feira (5) pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), trouxe entusiasmo a empresas do setor. A Chamada Pública Prodav 14/2016, com inscrições abertas a partir desta terça-feira (6), vai disponibilizar R$ 10 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para a produção de 24 jogos eletrônicos para a exploração comercial em consoles, computadores ou dispositivos móveis.
Para Eliana Russi, diretora do The BIG Festival, um dos maiores eventos nacionais voltados à indústria de games, o edital é um verdadeiro marco. “Na prática, significa que o videogame agora é reconhecido como uma linguagem audiovisual. Embora não conste na Lei do Audiovisual, a Ancine já deixe espaço para essa interpretação”, afirma. “A iniciativa simboliza uma mudança de paradigma. Até hoje, os desenvolvedores usavam recursos próprios. É uma mudança também no que diz respeito à qualidade. Creio que os desenvolvedores vão trabalhar mais próximos dos produtores de cinema e televisão, agora que estamos debaixo da mesma agência reguladora. É um movimento de convergência muito benéfico”, ressalta.
O mercado mundial de games está em franco crescimento. De acordo com dados do instituto de pesquisa Newzoo, a previsão de faturamento para 2016 é de US$ 99 bilhões. O Brasil é o 11º no ranking, com faturamento de US$ 1,5 bilhão em 2015. Bruno de Jesus de Paula, sócio-diretor da empresa paulista Flux Game Studio, observa que o mercado brasileiro está realmente crescendo, mas ainda está algumas décadas atrasado em relação ao mercado internacional.
“Nós temos criatividade para tirar esse atraso e acho que o edital da Ancine é um passo importante. Para a gente que produz, é um baita incentivo”, ressalta o sócio-diretor da empresa, focada na produção de games autorais, ou seja, jogos criados a partir das ideias dos desenvolvedores da Flux, sem clientes fazendo demandas por trás.
Jandê Saavedra Farias, da Double Dash Studios, também dedicada à produção de jogos autorais, é outro a elogiar a iniciativa da Ancine. “A maioria dos editais só contemplava protótipos, não um jogo inteiro. A Ancine foi atrás dos desenvolvedores para saber o que a gente precisava”, comemora.
Sandro Manfredini, diretor da empresa Aquiris, criadora do game Horizon Chase, eleito pela Apple um dos melhores jogos do mundo em 2015, elogia o montante disponibilizado pelo edital. “É um valor superbacana para um primeiro edital, porque procura apoiar projetos menores. Não que a gente não precise de verbas mais significativas, mas mostra que a Ancine e a Abragames (Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais) estão trabalhando para que novos talentos possam se sobressair”, diz o diretor. Horizon Chase é um game de corrida que remete a clássicos dos consoles de 8 e 16 bit, como Top Gear e Out Run.
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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